FRANK MILLER: "É COMO PERGUNTAR SE GEORGE ORWELL SE DIVERTIU QUANDO FEZ NA PIOR EM PARIS E LONDRES"

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Frank Miller respondeu vinte perguntas na revista Playboy americana. O link costumava ser esse aqui. É o primeiro de vários protagonizados por Miller, que passou trabalho durante a divulgação de Sin City: A Dama Fatal.

A entrevista é curta, mas bacana. Miller falou sobre trabalhar em Hollywood [“depois de RoboCop 2, fiquei convencido que escrever um roteiro era o equivalente a construir um hidrante e então deixar que cachorros mijassem nele”], especificamente sobre a sua parceria com Robert Rodriguez e 300 [sobre ser banido do Irã: “já fiz sacrifícios maiores”].

Sobre quadrinhos, Miller falou sobre Holy Terror [“não sei de onde as pessoas tiraram a ideia de que é anti-islâmico. Usei, acho, três palavras islâmicas, que são de uso comum da Al Qaeda. Não mostrei nenhum ritual religioso”] e matar a Elektra [“recebi ameaças de morte”].

Também teve algumas perguntas biográficas: Miller, que saiu do rural Vermont para Nova Iorque com 17 anos, falou sobre como era a cidade a cidade na segunda metade dos anos 70: “é como perguntar para George Orwell se ele se divertiu quando fez Na pior em Paris e Londres. Nova Iorque era muito mais perigosa, e as pessoas, mais raivosas. Eu era muito pobre. Eu fui demitido de todos os empregos que eu tive, como dirigir um ônibus e como zelador. Eu chegava lá e fazia a pior limpeza possível, então sentava e usava máquinas de escrever para escrever as minhas histórias”. [QUADRINHOS]

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