SIN CITY, A DAMA FATAL, DE FRANK MILLER E ROBERT RODRIGUEZ: RECEPÇÃO TRINCADA

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Hoje estréia no Brasil Sin City: A Dama Fatal, de Robert Rodriguez e Frank Miller, a sequência de Sin City que está há nove anos em produção. Isso gerou vários artigos legais sobre o Miller [além de especulações sobre o seu estado de saúde...], que vão pingar aqui no New Frontiersnerd nas próximas semanas. O que nos interessa agora é o RESENHISMO: A Dama Fatal é bom?

Serei anti-climático: difícil dizer. Ao contrário do primeiro filme, que foi bastante bem recebido [e que de fato era muito bom, vai], A Dama Fatal foi tratada de forma TRINCADA pelos críticos, que se dividiram em partes quase iguais entre os que gostaram do filme [veja bem: gostaram, apenas], a turma do “nhé” e aqueles que o odiaram de uma forma milleriana de tão visceral.

Nessa última categoria nós temos Nathan Rabin, do nérdico The Dissolve. Difícil encontrar uma linha da resenha que não destile desprezo. Do tipo: “é tão flagrantemente horrível, tão extremamente sem mérito, que faz com que o seu predecessor pareça pior pela associação”; “tudo que parecia fresco em Sin City parece cansado, velho e mais patético em A Dama Fatal”; “é pior que The Spirit”.

David Edelstein, do The Vulture, está na turma do “nhé”: “a primeira metade, pelo menos, é muito inventiva”; "É difícil acreditar que tanta elegância visual tenha sido exercida sobre um material tão feio, e, mesmo assim, a disjunção é intencional e o filme é inteiro"; MAS “para parafrasear um programa de televisão velho, existem um milhão de histórias em Sin City, e todas elas são a mesma”.

A turma dos entusiastas [que eu deixei para o fim para encerrar de um jeito positivo, de nada] é encabeçada por Richard Roeper, do Chicago Sun-Times -- que era a casa de Roger Ebert, um dos mais entusiasmados defensores do Sin City original [“se o noir não fosse um gênero, mas um cara durão em uma rua cruel com um amor perdido no seu coração e uma pistola nas estranhas, os seus pesadelos teriam a cara de Sin City”]. Diz Roeper: “cada linha narrativa é pontuada por explosões de violência criativa, incluindo, mas não se limitando, ao mais inventivo trabalho com espada depois dos filmes de Kill Bill”. Não sei se pode elogiar Rodriguez mais do que isso. [ETCETERA]

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