A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL DE JACQUES TARDI: “NÃO HÁ PROGRESSÃO OU ESTRATÉGIA, MAS AGONIA E LOUCURA, NARRADA EM FRAGMENTOS”

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“Uma série de vinhetas delicadamente desenhadas, demoradamente pesquisadas e pesadamente sinistras da vida nas trincheiras durante a Primeira Guerra Mundial”. Foi assim que Gabriel Winslow-Yost descreveu, no New York Review of Books, C'était la guerre des tranchées e Putain de guerre!, de Jacques Tardi, recentemente lançados nos EUA pela Fantagraphics [como It Was the War of the Trenches e Goddamn This War!].

É uma baita resenha, especialmente o trecho sobre de C'était la guerre des tranchées, e a sua história “que não se desenvolve de forma linear ou, ainda que se limite as tropas francesas, não segue um grupo específico de personagens” para mostrar “uma guerra que não é de progressão ou estratégia, mas de agonia e loucura, narrada em fragmentos”. 

Não é fácil, “e o que nos leva adiante é a vivacidade e a autoridade do estilo de Tardi. Não importa o assunto, o seu traço é imediatamente reconhecível: clara e sólida, mas também solta, quase casual. Ele aperta um pouco para retratar os detalhes da arquitetura, as máquinas ou as vestimentas, e então indica uma árvore distante ou um reflexo em uma poça com um simples risco bem colocado”. [QUADRINHOS]

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