PAUL GRAVETT: “OS QUADRINHOS VIVEM EM UM MUNDO INCESTUOSO E INTROSPECTIVO”

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Alex Dueben, do CBR, entrevistou Paul Gravett, o escritor de 1001 Quadrinhos que você precisa ler antes de morrer. Agora mesmo, Gravett está capitaneando a maior exposição sobre quadrinhos britânicos já feita [Comics Unmasked: Art and Anarchy in the UK] e promovendo o lançamento de seu novo livro, Comics Art.

Sobre o livro, Gravett comentou que o seu objetivo era tirar os quadrinhos do seu mundo “ligeiramente incestuoso e introspectivo” para que “as pessoas percebam que existem diversas formas de se interessar pelo meio”. A exposição, por outro lado, “é bem grande”, com “uns 200 itens”: “tem artes originais, roteiros originais, rascunhos, alguns artefatos raros”. 

Mais importante: trouxe à luz [“graças ao trabalho do pesquisador francês  Thierry Smolderen”] duas revistas londrinas, a Illustrated London News e a The Graphic, que publicavam gibis na Era Vitoriana: “não eram revistas baratas e cheias de lixo” e publicavam “gibis que eram reportagens e até mesmo autobiografias. The Graphic convidava os leitores, se alguma coisa interessante tinha acontecido com eles, a mandar rascunhos do que aconteceu, e os desenhistas da casa adaptariam e ilustrariam isso em quadrinhos”. [QUADRINHOS]

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