DENNIS O’NEIL: “NEM AS PESSOAS QUE TRABALHAVAM NO MEIO PENSARIAM EM USAR AS PALAVRAS ‘FORMA DE ARTE’”

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Dennis O’Neil, escritor das histórias de Neal Adams que reformularam o Batman nos anos 70 [e editor do Demolidor de Frank Miller], foi entrevistado por Dan Greenfield, do 13th Dimension.

A entrevista foi em duas partes, as duas centradas no homem-morcego. Na primeira, O’Neil e Greenfield, partindo de Batman #244, conversaram apenas sobre Ra’s al Ghul, o vilão da trilogia do Batman de Christopher Nolan -- mas o assunto deriva para Green Lantern/Green Arrow, a série que ele também fez em pareceria com Adams [“nem as pessoas que trabalhavam no meio usavam as palavras “forma de arte”]: “muitas coisas acontecem acidentalmente. Green Lantern/Green Arrow aconteceu porque a série ia morrer e Julie [Schwartz, o editor de quadrinhos] não tinha nada a perder. Neal queria desenhar o Lanterna Verde, e fez com que Julie soubesse disso, e então eu comecei a escrever essas chamadas histórias relevantes, Gil [Kane] saiu para fazer outras coisas nas quais ele tinha interesse e, como Neal tinha dito que queria fazer aquilo e eu e Neal trabalhávamos bem, assim que a série começou...”.

A segunda teve mais divagações. O’Neil começou falando sobre a decisão de tirar o Robin de circulação em Batman #217 [de 1969, que abre com Dick Grayson partindo para a universidade], para passar pela série de tv da década de 60 [“os gibis estavam meio que seguindo os passos do camp porque isso tinha um efeito palpável nas vendas”; “quando acabou, acabou, foi como se desligassem do interruptor”] e chegar no Batman de Bill Finger, no qual ele pretendia se inspirar. [QUADRINHOS]

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