STEVE PUGH: "VIBE ESTRANHA E DE TERROR"

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Year of the Artist, a seção do CBR escrita por Greg Burgas e dedicada à análise de diferentes gibis de um mesmo artista, uma por dia, é uma obra. Depois de Kelley Jones, Steve Pugh [mais conhecido por aqui pelas suas cinco edições de Doom 2099, escritas por Warren Ellis] também recebeu o tratamento.

A jornada começa com Grimjack #69, publicado pela First Comics em abril de 1990 [quando Pugh tinha 23 anos]. A época, o traço do desenhista era “bastante cru, o que pode ser por causa do momento em que a história estava ambientada”, mas já temos exemplos da “Pugh face” – os personagens de rosto e nariz largos e quadrados.

Burgas segue com Animal Man #52, de outubro de 1992. Os roteiros são de Jamie Delano e o artigo contou com esclarecimentos adicionais do próprio Pugh. Nessa edição, a ideia é olhar o uso que ele faz de foto-referências: “nós vemos muito desse hiper-realismo no trabalho de Pugh, especialmente quando ele não está desenhando humanos, o que dá para o desenho uma vibe estranha e de terror”.


Depois é a vez de Generation X #65 de julho de 2000 -- parte de Counter X, o esforço de Ellis em relançar as séries mutantes menos cotadas [lembra? Generation X ficou com Pugh e Brian Wood, X-Man com Steve Grant e Ariel Olivetti e X-Force com Ian Edginton e Whilce Portacio], e um bom exemplo do trabalho de Pugh com super-heróis.

Pugh face
Os dois últimos gibis analisados por Burgas são Shark-Man #1 [Thrill-House Comics, julho de 2006] e Hotwire: Deep Cut #2 [Radical Comics, outubro de 2010]. Eu pensava que Pugh tinha saído de circulação, mas pelo visto ele só passou os últimos anos desenhando para editoras independentes. O seu trabalho, no entanto, mudou muito: Shark Man é um “gigantesco salto a frente”, colorizado digitalmente pelo próprio Pugh em um estilo que foi “refinado quase a perfeição” em Hotwire: Deep Cut[QUADRINHOS]

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