O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA 2, DE MARC WEBB: MELHOR QUE O ANTERIOR, MEIA-BOCA MESMO ASSIM

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Hoje estreia nos cinemas O Espetacular Homem-Aranha 2, continuação da nova trilogia aracnídea que deu para Marc Webb, Andrew Garfield e Emma Stone a árdua tarefa de substituir Sam Raimi, Tobey Maguire e Kirsten Dunst. 

Árdua e aparentemente infrutífera: depois de uma primeira parte meio NHÉ, a segunda não foi recebida exatamente com alegria pela crítica. É um eufemismo: o nerdismo tratou o filme como uma versão melhorada dos filmes do Batman de Joel Schumacher.

Só pra garantir que estamos todos na mesma página.
Começamos por ordem cronológica: Scott Beggs, no Film School Rejects, disse que o filme “tem o DNA de Batman Forever”, primeiro dos filmes do Schumacher, só que substituindo “a aparência de cabaret cartunesco gótico” com “algumas escolhas interessantes de personagens, funcionando como uma segunda chance para uma das piores aventuras de super-heróis da modernidade”. 

Beggs se refere à parceria entre Peter e Gwen [“o filme se transforma lentamente em As Aventuras de Peter Parker e Gwen Stacy”] e ao trabalho dos atores, o coração “de um filme que frequentemente parece desajeitado”: “a música frequentemente destrói cenas”, “a escrita e fraca” e o resto dos personagens, “de papelão”. A sua virtude é “não ser tão ruim quanto poderia ser”. 

Josh Wilding, do Comic Book Movie, foi mais cruel: “O Espetacular Homem-Aranha 2 não é tão ruim quanto Batman & Robin”, o segundo filme de Schumacher, mas “a comparação é merecida”. “Simplesmente um filme ruim”, “humor pastelão, terríveis escolhas de design”, “diálogos horrorosos”... Pelo menos, a “história é confusa, mas  nunca chata e totalmente incoerente e sem sentido”. Isso é um elogio, certo?

Não é que entre o resenhismo normal, que nem se lembra que Schumacher dirigiu algum filme do homem-morcego, o filme tenha se saído lá muito melhor. Dê uma olhada no Metacritic e perceba: como Beggs e Wilding, o resenhismo ali reunido cobriu todas as variações possíveis da frase “filme confuso que se salva pela química entre Garfield e Stone” -- preocupante para aqueles que consideram o gaguejar incessante do intérprete de Peter Parker no primeiro filme mais irritante do que charmoso. [NFN 100MG]

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