CLIFF CHIANG: “LOVE AND ROCKETS FOI UMA EPIFANIA”

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Cliff Chiang, atual desenhista da série da Mulher Maravilha [roteirizada por Brian Azzarello], é convidado e responsável pelo pôster da WonderCon de Anaheim. Como parte do esforço divulgativo, foi entrevistado pelo Toucan blog -- mantido pela Comic-Con International, que organiza a própria WonderCon, além da San Diego Comic-Con.

A entrevista foi em duas partes. Na primeira, Chiang comentou as suas influências -- bastante perceptíveis: Paul Smith, Alex Toth, David Mazzucchelli, Steve Rude, e os Irmãos Hernandez [“encontrar Love and Rockets foi uma epifania, ver esses dois caras, pessoas de cor, fazendo esse gibi fantástico com as suas próprias regras e com esse estilo próprio excelente”]. Também falou sobre sua carreira, de estudante de cinema em Harvard [“me dei conta de como era grande a produção de um filme, e eu queria ter mais controle sobre a narrativa”] a editor-assistente na revista Disney Adventures [“trabalhei com muitos artistas veteranos que sabiam o que estavam fazendo, então rapidamente desenvolvi o sentido de como fazer as coisas, o que era uma boa narrativa”] e, depois, da Vertigo e, finalmente, a desenhista de Josie Mac, back-up da revista Detective Comics [“um personagem criado por mim e por Judd Winick e que tinha o Batman. Então achei que tinha conseguido tudo o que precisava em um pacote só”].

Com o pé na porta, Chiang passou a desenhar a nova série do Creeper, Beware the Creeper, lançada em 2003 e escrita por Jason Hall [reinventando o personagem criado por Steve Ditko como um V de Vingança na Paris de 1920] e ao relançamento de Wonder Woman como parte dos reboot da editora.

Na segunda parte, Chiang comentou o seu método de trabalho e o uso de apetrechos digitais [“o rascunho é feito a mão e então escaneado e colorido no computador, e então  ajeitado no Photoshop com um tablet Wacom Cintiq, e então impresso para ser arte-finalizado tradicionalmente”], o seu trabalho como capista e suas leituras quadrinísticas atuais -- entre os desenhistas, Naoki Urasawa [de Monster, publicado no Brasil pela Panini, o que não é de se estranhar diante das referências citadas na entrevista anterior], Paul Pope e David Aja[NFN DIÁRIO]

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