JAE LEE: “O MEDO QUE ACOMPANHA A MATURIDADE”

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O CBR, no mês passado, publicou uma série de quatro entrevistas com desenhistas de quadrinhos mainstream, dedicadas à forma pela qual esses encaram o seu próprio trabalho. A primeira delas foi com Jae Lee, desenhista que se tornou conhecido com as minisséries The Inhumans e Sentry, em pareceria com Paul Jenkins [e atualmente em Batman/Superman, com Greg Pak] . Quem conduziu a entrevista foi Alex Dueben.

Lee já abriu a entrevista falando da perceptível evolução no seu estilo, que, afirmou, de certa forma acompanho à da própria indústria: nos anos 90, quando começou a desenhar para a Marvel, os gibis “gritavam contigo com histórias malucas e hiper-desenhos”, uma época “enérgica e frenética”.

A seguir, Lee envelheceu “as coisas se acalmaram”: “não tinha mais interesse em gibis nos quais coisas sem sentido aconteciam” e “perdi a confiança da juventude, e ganhei o medo que acompanha a maturidade. O meu desenho se tornou muito controlado. Confiava demais em referências fotográficas e o meu traço deixou de ser grosso e largo e se tornou pequeno e assustado”.

Atualmente, Lee diz que tenta se “libertar das referências fotográficas e se tornar um cartunista”, de olho em “lendas da Era de Ouro como [Norman] Rockwell, [Frank] Frazetta, [Jack] Kirby, [Alex] Toth e [Wally] Wood”. [NFN DIÁRIO]  

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