O QUARTETO FANTÁSTICO DE MATT FRACTION: O FIM

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Matt Fraction [Hawkeye], em tese para assumir as séries Inhumanity e Inhuman, largou os roteiros de FF e Fantastic Four, as suas séries da família fantástica da Marvel, onde estava emparelhado com Mike Allred e Mark Bagley. O desligamento foi gradativo: antes de se tornar total, na edição #16 das duas séries, Fraction permaneceu como argumentista da série, com os roteiros entregues a Lee Allred [irmão de Mike] e Karl Kesel. Sergio Aguirre, do Zona Negativa, aproveitou a conclusão para repassar toda a fase.

Diz Aguirre que a Fantastic Four de Fraction não teve nada de especial: uma viagem no tempo com retcons e uma homenagem “bonita, mas um pouco críptica” a Jack Kirby, para uma série “correta, bem desenhada e sólida, com diálogos engenhosos” que desanda com a chegada de Karl Kesel.

FF, por outro lado, não “parece um gibi de super-heróis normal, mas algo mais bizarro, mais surrealista, com um estilo vistual um pouco cartoon e uns roteiros que alternam momentos solenes com outros mais camp”: “um senso de humor afiado e irreverente”, ao mesmo tempo que “afetuoso”, em relação ao universo Marvel tradicional e as suas convenções.

Com o final da etapa, o Quarteto Fantástico foi entregue para James Robinson, roteirista recém-contratado pela Marvel e conhecido pela sua carreira na DC [Starman, pra ficar no óbvio], e Leonard Kirk. O editor da série também foi trocado: sai Tom Brevoort, que, depois de 152 edições, se tornou o editor que mais tempo permaneceu com o Quarteto Fantástico, entra Mark Paniccia [All-New Invaders, Ultimate Spider-Man]. [NFN DIÁRIO]

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