MANWHA: CIGARRO, ÁLCOOL, QUADRINHOS

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Baek Byung-yeul escreveu um artigo, no The Korea Times, sobre o estado atual da indústria do manwha -- que designa tanto as hqs, como os cartuns na Coréia do Sul. O número de leitores, depois de duas décadas em baixa, explodiu graças à Internet, o que não repercutiu na conta bancária dos quadrinistas. No processo, você pode aprender alguma coisa sobre a perseguição aos quadrinhos na Coréia, semelhante à que aconteceu na maioria dos países ocidentais, com a diferença de que teve o seu auge na década de 90.

Na década de 80 e no início dos 90, alguns quadrinhos chegaram às vendas milionárias -- os destaques eram o sul-coreano Huh Young-man e o Dragon Ball de Akira Toriyama, esse último provavelmente um campeão de vendas de todos os tempos, repetindo o sucesso que teve em todo o mundo.

Na metade da década, no entanto, as coisas mudaram: graças a “políticos se aproveitando dos pais excessivamente zelosos”, os quadrinhos começaram a ser vistos como um perigo para a juventude. Em 1997, o Ministério da Cultura incluiu o manwha na lista de “substâncias danosas para os jovens”, junto com o álcool e o cigarro – proibindo, consequentemente, “a sua venda para a sua principal audiência”.

Com o consequente declínio das vendas, os quadrinhos saíram do foco. A indústria voltou a se tornar milionária com a explosão de celulares no país: o desafio está em torná-la lucrativa para os quadrinistas, já que o modelo se baseia na gratuidade do conteúdo. [NFN DIÁRIO]

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