LE SURSIS, DE JEAN-PIERRE GIBRAT: “LIMPO, CUIDADOSO, SEM CHEGAR AO DETALHISMO EXCESSIVO”

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Javier Agrafojo resenhou, no Zona Negativa, um dos primeiros gibis europeus que eu li: o excelente Le Sursis, de Jean-Pierre Gibrat.

Começou a sua resenha precisamente chamando a atenção para o autor, que explodiu no panorama quadrinístico da década de 90 com um “desenho limpo, cuidadoso sem chegar ao detalhismo excessivo, realista em uma paradoxal soma de caricatura com uma colorização meio impressionista”.

Le Sursis é a história de um jovem francês que, recrutado à força pelos alemães na Segunda Guerra Mundial e a caminho da frente de batalha, é dado por morto e retorna, escondido, à sua cidade natal, que passa a vigiar desde o sótão de uma casa. O título foi traduzido para o espanhol como La Prórroga, mas em português caberia bem Liberdade Condicional. É o primeiro grande projeto de Gibrat: foi antecedido de Pinocha [“vocês adivinharam: uma paródia erótica do conto de Collodi] e Maré Baixa [que foi lançado em português pela Meribérica], “sempre às ordens de roteiristas inferiores à sua habilidade com o pincel, como ele mesmo percebeu”. [NFN DIÁRIO]

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