HARVEY KURTZMAN: QUADRINHOS POR VOCAÇÃO

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Pepo Pérez, do Es Muy de Cómic, leu e My Life As a Cartoonist, livro de memórias de Harvey Kurtzman [+] [com formato de entrevista, conduzida por Howard Zimmerman] publicado em 1988 pela Minstrel Books, e voltou com um resumo.

Além de passar pela biografia de Kurtzman, um dos principais quadrinistas da EC Comics, além de editor e fundador da MAD [+], Pérez também explica o método de trabalho do quadrinista [que lhe rendeu ao menos uma polêmica, com Alex Toth [+]]. Kurtzman, quando colaborava com outros desenhistas [além de Toth, teve histórias ilustradas por Jack Davis [+] e Wally Wood [+]], não lhes entregava um roteiro, mas um esboço de cada uma das páginas, inclusive da composição dos quadrinhos.

O intuito era controlar todos os aspectos criativos da produção do gibi, o que Pérez atribui à “consciência como artista” de Kurtzman: além de sua “bagagem diferenciada” [foi estudante de artes], pertencia à segunda geração de quadrinistas e se dedicava a eles “por vocação, e não simplesmente para ganhar a vida enquanto procurava por um trabalho mais respeitável”, enxergando os quadrinhos como “um meio de expressão pessoal, ainda que dentro das estreitas margens que a indústria de então permitia”. O processo tradicional, que dividia a produção dos quadrinhos como em uma “linha de montagem, diferenciando as funções de roteirista, desenhista, arte-finalista, colorista, etc, em diferentes pessoas”, e voltado para a maximização da produção, não lhe servia. [NFN DIÁRIO]

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