MÊS DOS VILÕES NA DC COMICS: PERDIDOS

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No The AV Club, Oliver Sava resenhou os gibis do mês dos vilões da DC Comics. Mais do que o aspecto criativo [“vão de totalmente esquecíveis a suficientemente entretidos, mas nada é incrivelmente impressionante”], o interesse está na paulada ao lado editorial da iniciativa.

É que o truque publicitário da semana da DC foi confuso para os leitores e prejudicial para os lojistas: explica Sava que, em um mercado organizado em grande parte em cima de pull-lists [a lista de gibis que o frequentador de uma loja segue mensalmente, parâmetro para o lojista fazer o seu pedido à distribuidora], a mudança nos títulos, nas equipes criativas e na numeração das séries é um pé no saco.

A impressão das capas também gerou problemas: no mês dos vilões, a editora lançou capas em 3D que demoram mais para serem impressas. A DC, no entanto, não alterou a data dos pedidos de acordo com esse novo fator, obrigando-se a imprimi-los com base nas vendas de cada série do mês anterior, e não com base na quantidade de fato solicitada pelas lojas. A demanda das lojas foi superior ao número de gibis impressos – outro pé no saco: “as capas 3D de fato eram legais, mas nem perto de serem legais o suficiente para justificar os danos causados pela DC na sua relação com os postos de venda”. [NFN DIÁRIO]

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