GRANT MORRISON, SOBRE WONDER WOMAN: EARTH ONE: “ANDAR DE QUATRO”

* * * *
Laura Sneddon entrevistou Grant Morrison [+]. Foi no Guardian. É uma espécie de perfil, e passa pela sua JUVENTUDE, pela sua vida pessoal [atualmente, em modo tenebroso: Morrison perdeu a mãe nesse ano] e pelas disputas legais com a Rebellion pela publicação de Zenith.

Passa também pelo seu novo projeto, Wonder Woman: Earth One [+], desenhado por Yanick Paquette. Especificamente, falou da proposta julgamento: “Ela está sempre sendo julgada. É tipo, porque ela não é boa suficiente, porque o gibi não vende o suficiente, porque ela não representa isso ou aquilo? Então eu pensei: 'não seria ótimo fazer uma história com base nisso, em um julgamento real, fazer com que as Amazonas coloquem ela em julgamento e contar a sua origem assim?”.

Pra fechar, não posso evitar ser SARDÔNICO em relação aos comentários de Morrison sobre William Moulton Marston [+], o criador do personagem. Depois de descrevê-lo como “um defensor do amor livre”, Morrison explicou que o psiquiatra [no que Sneddon definiu como “outras taras coloridas”] acreditava que “o mundo seria melhor se os homens se submetesse ao comando das mulheres. Mas ele levava isso às últimas consequências: não apenas se submeter ao comando, mas usar coleiras, andar de quatro e reconhecer que esse é o lugar que vocês merecem, caras”.

Até onde eu sei, isso diz mais sobre Morrison do que sobre Marston: espero que o escritor escocês trabalhe um pouco mais no que entende por “liberdade”.  [NFN DIÁRIO]

Nenhum comentário: