CRUMB, DE TERRY ZWIGOFF: “ESPINHOSO, DEPRESSIVO, FASCINANTE”

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O crítico Jonathan Rosenbaum republicou no seu próprio site a resenha que escreveu em 1995 para o Chicago Reader do documentário Crumb [+] [ou algo: “parece um documentário, mas se desenvolve como um apaixonado ensaio pessoal”], de Terry Zwigoff [+] sobre o homem, o mito, o tarado, Robert Crumb [+].

É SUPERLATIVO, o filme e o tratamento que ele recebe na resenha: Zwigoff, amigo de Crumb [era um dos Cheapt Suit Serenaders, a banda de Crumb, e, como o quadrinista, colecionador de discos antigos], gravou o filme ao longo de 6 anos, e demorou mais três para editá-lo, e “a pura massa desse filme de duas horas parece uma decorrência do tempo que ele demorou para ruminá-lo”.

Ajuda, claro, que a vida de Crumb seja “espinhosa e depressiva, além de fascinante” e que a “abordagem de Zwigoff seja, como não lhe é habitual, série e metódica” e que o filme se dedique grande parte de seu tempo aos seus irmãos, “e artistas conscientes e  excepcionalmente dotados, mas que, ao contrário de Robert, são párias que nunca saíram da obscuridade e que frequentemente foram institucionalizados, medicados ou as duas coisas”: “o mais memorável sobre Crumb tem a ver com esses irmãos; no momento em que o filme acaba, você está convencido de que se Robert não estivesse desenhando de forma constante e compulsiva, ele estaria tão condenado quanto eles”. [NFN DIÁRIO]

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