CHRIS WARE, SOBRE RUSTY BROWN: “É COMO DESENHAR UM DIAGRAMA DA CIVILIZAÇÃO HUMANA NA PAREDE DA CELA DE UMA PRISÃO”

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Simon Willis, da revista Intelligent Life [e vamos falar de um nome pretensioso] escreveu um perfil de Chris Ware [+]. Para fazê-lo, foi até Chicago conhecê-lo e entrevistá-lo.

O artigo começa definindo Ware através de pequenas anedotas [se define como um cartunista, não como um “graphic novelist”: “isso significa que você não se considera muito sofisticado”; “as suas frases descarrilam, como se terminá-las fosse decisivamente mal-educado”; “fabrica brinquedos mecânicos”; “se a capa de um livro é horrível, eu não consigo nem olhar para ela”], intercaladas com comentários de terceiros sobre Building Stories [+] [que oscilam ao redor da expressão “obra maestra”].

Depois disso, Willis se torna mais biográfico: da infância de Ware [pai fugiu de casa, foi criado pela avó, mãe jornalista] em Omaha à adolescência no Texas, onde [já obcecado com quadrinhos] teve o seu primeiro contato com Raw, a revista de quadrinhos experimentais editada por Art Spiegelman [+] e François Mouly [uma epifania: “mudou a minha vida”], do mestrado em artes na School of the Art Institute em Chicago [abandonado], à uma crise depressiva e à publicação de Jimmy Corrigan [+] [“combina sutileza emocional com estrutura complexa].

Quase que imediatamente depois disso, Ware começou a trabalhar em Building Stories e passou pelo que o próprio considera o fato mais importante de sua vida – o nascimento de sua filha, Clara, em 2005, ponto final de sua persistente depressão.

Atualmente, Ware se dedica ao seu próximo gibi – Rusty Brown, “uma história que se estende por toda a família do personagem Rusty”, “a sua maior e mais povoada obra”: “'quando eu vejo a quantidade de tempo e vida que eu gastei nisso, parece uma loucura', ele diz. 'É como tentar desenhar um diagrama da civilização humana na parede de uma cela de prisão'”. [NFN DIÁRIO]

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