BATMAN: A PIADA MORTAL, DE ALAN MOORE E BRIAN BOLLAND: “É AMBÍGUO E ESSE É EXATAMENTE O PONTO”

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No resenhismo PARA OS FORTES de A Piada Mortal [+], o gibi de Alan Moore [+] e Brian Bolland [+], comentei que a tese Morrison [Batman mata o Coringa no final da história] já havia sido apresentada, de forma mais elaborada, por Julian Darius, no livro And the Universe so Big: Understanding Batman: The Killing Joke. Rich Johnston, do Bleeding Cool, viu a mesma coisa e foi mais exaustivo do que eu.

Johnston transcreve um trecho do livro no qual Darius responde à pergunta de um milhão de dólares: por quê o gibi não mostra o Coringa morrendo? Pois bem: “ele meio que mostra. Nós já vimos como a toxina do Coringa funciona: matou o proprietário do parque de diversões imediatamente e sem produzir qualquer som, mas não fez com que ele caísse do pequeno elefante de brinquedo no qual estava montado”. É, mais ou menos, o que se vê nas páginas finais: o Coringa pára de rir subitamente [“a sirene da polícia continua por mais um quadrinho, sugerindo que o Coringa parou de rir abruptamente. Talvez ele tenha feito isso, mas não seria típico do personagem”]; a toxina, por outro lado, deixaria o personagem paralisado, sem fazê-lo cair.

O próprio Johnston, no entanto, diz que isso “é ambíguo, e esse é exatamente o ponto” [que é o que eu disse na resenha, a propósito]. [NFN DIÁRIO] 

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