ARGO E JACK KIRBY: “CONFIANÇA À PLAUSABILIDADE DO PLANO”

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No Kirby Museum, James Romberger escreveu um artigo sobre o filme Argo, aquele mesmo que ganhou o Oscar nesse ano e foi dirigido por Ben Affleck. A relação: Jack Kirby [+] participou do processo de produção do filme Lord of Light, usado na operação real de resgate na qual o filme se inspirou.

E a pertinência do artigo é exatamente essa: esclarecer os termos em que se deu a participação do trabalho de Kirby nos dois filmes – bom, no caso de Argo a não participação, considerando que o filme não usa nenhum de seus desenhos. Romberger também aproveita para criticar o filme, que acusa de “racista” e “ideológico”, principalmente com base na obra de Edward Said [escritor de Orientalismo] e a própria CIA, que, insinua Romberger, não se aproveitou de um projeto fracassado, mas causou o fracasso do filme para poder dele se aproveitar.

Especificamente quanto ao envolvimento de Kirby na operação dramatizada no filme, um bom resumo do artigo seria “não se sabe ao certo”. Romberger especula, apenas, que a arte do quadrinista “era impressionante” e que deu “confiança à plausibilidade do plano”: “todos os envolvidos acreditavam que a arte de Kirby deixaria os iranianos convencidos da legitimidade do projeto e, além disso, ela foi desenhada dentro das rigorosas normas culturais islâmicas sobre o que pode ser retratado de acordo com a lei religiosa”.

Por outro lado, a produção de Argo entrou em contato com Randolph Hoppe, curador do Jack Kirby Museum, em busca de permissão para usar os desenhos de Kirby no filme. No final, eles foram descartados porque “não eram facilmente compreensíveis na tela”.  [NFN DIÁRIO]

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