AKIRA, DE KATSUHIRO OTOMO: “CYBERPUNK ANTES DO CYBERPUNK”

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Paul Gravett, autor de 1001 quadrinhos para ler antes de morrer, escreveu um perfil de Katsuhiro Otomo [+], mestre dos mangás e responsável por Akira [+] [o mangá e o animê]. Originalmente publicado na Comic Heroes Magazine #19, e disponível agora no site de Gravett, grande parte do perfil é dedicado precisamente a Akira, descrito como uma obra “cyberpunk antes do cyberpunk”.

Inicialmente publicado em 1982, dois anos antes do Neuromancer de William Gibson [que demoraria mais um ano ainda para ser publicado no Japão], com Akira, Otomo pretendia “reviver o Japão” no qual o próprio cresceu, no pós-Segunda Guerra, “com um governo em dificuldades, um mundo sendo reconstruído, pressões políticas externas, um futuro incerto e uma gangue de garotos largados, que evitavam o tédio com corridas de moto”.

Para essa mistura, as influências foram os livros de Seishi Yokomizo [“e as suas preocupações com 'novas raças' de humanos mutantes, adaptados a condições voláteis”], os mangás de Shigeru Mizuki e os álbuns de Moebius [+]: “naquela época, o mangá se restringia ao real, ao mundano, ao concreto, ao social. O mundo fantástico de Arzach nos empurrou para for a da rotina”.

Atualmente, Otomo encontra-se produzindo um novo mangá: o projeto, em andamento há quatro anos, é misterioso. “A sua única dica: a ambientação vai ter por base as lendas do Japão medieval da Era Meiji”. [NFN DIÁRIO]

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