WATCHMEN #4, DE ALAN MOORE E DAVID GIBBONS: "PODE SER QUE EU ESTEJA VENDO MUITO EM POUCA COISA, MAS NÓS ESTAMOS FALANDO DE ALAN MOORE"

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Mais Watchmen [+] em debate no AV Club. Agora, Jason Heller e Oliver Sava discutem as edições #4-6 da série, além de Before Watchmen: The Comedian [Brian Azzarello [+] e J. G. Jones [+]] e Before Watchmen: Rorschasch [+] [Azzarello e Lee Bermejo].

Sobre a edição 4, que é aquela em que o Dr. Manhattan se auto-refugia em Marte, Sava tem COMENTÁRIOS PERTINENTES: depois de dizer que o personagem percebe o passado, o presente e o futuro ao mesmo tempo, esclarece que "não existe forma fácil de mostrar isso em imagens estáticas, mas esse é outro caso no qual a estrutura do gibi de nove quadrinhos é uma vantagem".

Heller lembrou que Moore estava em consonância com a "física hip pop do período", em especial com O Tao da Física, o livro de Fritjoff Capra que "estabeleceu a conexão entre a física quântica e a filosofia oriental, inclusive no que se refere à forma em que o jeito que interagimos com a realidade [ou decidimos não fazê-lo] tem um efeito nessa realidade".

Isso é mais impressionante pela TÉCNICA NARRATIVA: "parte fundamental da física quântica é o fato aparentemente paradoxal de que a luz pode ser percebida como uma onda ou como uma partícula; de certa forma, é isso que Moore está dizendo sobre o fluxo do tempo e sobre a percepção em uma página de gibi, com quadrinhos sendo partículas que, no entanto, definem uma onda de narrativa".

Daí, só vai: Heller compara o Henry Thoreau de A Vida nos Bosques com o Dr. Manhattan de A Vida em Marte e, como aqui não se trabalha com pouca referência cult, os dois comentam a influência de Bertolt Brecht na obra de Moore. [NFN DIÁRIO]

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