NEIL GAIMAN, SOBRE O NOVO SANDMAN: "SINTO COMO SE TIVESSE UM MILHÃO DE PESSOAS OLHANDO POR CIMA DO MEU OMBRO"

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Alison Flood, do The Guardian, entrevistou Neil Gaiman [+]. A entrevista passa por toda a sua carreira e não tem por objetivo específico a promoção de O Oceano no Fim do Caminho [+], seu novo livro -- último DESSA SEMANA, já que nesse ano o homem já publicou Chu's Day, livro infantil protagonizado por um panda, escreveu um episódio de Doctor Who, além de ter programado outro livro infantil, Fortunately, the Milk e uma nova [e esperada] história do Sandman [+] [uma prequela, desenhada por J. H. Williams II].

De início, Gaiman já descreve a experiência de voltar a Sandman como "horrível" ["sinto como se tivesse um milhão de pessoas olhando por cima do meu ombro"]. A partir daí, Gaiman passou a comentar a sua obra.

Faz isso com algumas contraposições: Anansi Boys [uma "novela clássica, com início, meio e fim nessa ordem"] como uma resposta às críticas sofridas por American Gods ["queria escrever uma road novel, elas vagam, essa é a ideia"]; O Oceano no Fim do Caminho [uma história protagonizada por uma criança, mas que não é infantil, e que Gaiman escreveu como se estivessem "dirigindo de noite na neblina", sabendo apenas o que está "quatro ou cinco páginas à frente"] e Coraline ["uma história sobre matar dragões"].

A entrevista também passa por ASPECTOS PESSOAIS: os rumores de que Gaiman, como seus pais, seriam um cientologista; os seus inícios como jornalista ["quando me perguntavam para quem eu escrevi, eu apenas mentia"], o que redundou na publicação de dois livros [uma biografia de DURAN DURAN e uma coletânea de frases de livros de fantasia e ficção científica, Ghastly Beyond Belief]; começar a escrever quadrinhos ["perguntei para o lendário Alan Moore [+] como era a cara de um roteiro de quadrinhos"]; e daí para Sandman e a FAMA NERD ["não acho que eu seja mainstream. Acho que eu sou muito tipos diferentes de cult"]. [NFN DIÁRIO]

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