MARK MILLAR: "O SEU TRABALHO FOI CHAMADO DE CLASSISTA, RACISTA E SEXISTA"

* * * *
Abraham Riesman escreveu um perfil de Mark Millar [+] para a New Republic. Riesman começa dando ênfase ao sucesso de Millar como desconstrucionista e defensor dos quadrinhos de super-herói: no cinema, você vai pode assistir à sua sátira Kick-Ass, bom exemplo do GRUPO A, e à trilogia do Homem de Ferro, do GRUPO B e onde atuou como consultor criativo [o que lhe garantiu um contracheque mensal na Fox, dona das franquias dos X-Men e do Quarteto Fantástico, e onde exercerá o cargo de CARTEIRA ASSINADA].

A partir disso, passa a descrever o seu APPROACH aos quadrinhos propriamente ditos [a palavra de ordem é POLEMISMO] e à crítica que esse recebe da CRÍTICA QUADRINISTA – "não apenas de paladinos da moralidade": "de fato, as críticas frequentemente partem do lado esquerdo do espectro político: o seu trabalho foi chamado de classista, racista e sexista". Riesman cita, pra tu ver que ele não tá brincando quando fala de "lado esquerdo do espectro político", Julian Darius e Colin Smith.

A ironia? O próprio Millar se diz de esquerda e descreve a violência e o sexismo de seus gibis como sátira [a verdade seja dita: Darius diz que o grande problema está em que esse aspecto satírico se perde nas adaptações para o cinema]: "Os europeus costumam ser bastante de esquerda, e a Escócia sempre foi um país de esquerda, então eu sempre suspeitei de pessoas de uniforme" e "as pessoas dizem: 'eu entrei no exército depois de ler Os Ultimates porque eu queria fazer a diferença no Oriente Médio' e eu pensava 'Bom, eu meio que queria dizer o contrário disso'". [NFN DIÁRIO]

Nenhum comentário: