BARRY WINDSOR-SMITH: "O DNA DA PRIMEIRA GERAÇÃO DE CARAS DA IMAGE, COMO ROB LIEFELD"

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Não sei desde quando ele tá no MUNDO CRÍTICO, mas Tom Scioli [junto com Gene Philips, que é um pouco mais hermético] está escrevendo o mais fino articulismo quadrinístico disponível na INTERNÊ. Agora, nesse artigo para o Comics Alliance, Scioli tratou do desenhista, colorista e escritor Barry Windsor-Smith [+] [de Arma X, resenhado aqui no NFN]. Especificamente do seu desaparecimento.

Scioli está FRUSTRADO, Windsor-Smith não publica nada faz anos [a graphic novel Monster, que iniciou como um projeto para o Hulk, encontra-se em processo de “fabricação” desde a década de 90], e SURPREENDIDO, por “como o seu trabalho é pouco discutido no círculo dos quadrinhos”, apesar de sua influência [“à frente e ao centro do boom do preto e branco”, pode ser percebida em “Cerebrus, Tartarugas Ninja”, em “um pouco de Jim Lee [+]” e no “DNA da primeira geração de caras da Image, como Rob Liefeld [+]”].


O motivo do desaparecimento, conforme Scioli, é COLORIDO: Windsor-Smith sofreu muito com a transição para cores digitais de seu trabalho antigo [“especialmente as novas edições de Conan publicadas pela Dark Horse”], que “oblitera o traço de Windsor-Smith e cria uma barreira para a nova geração apreciar o seu trabalho”.

A onipresença do Photoshop também alterou a forma pela qual as cores são PERCEBIDAS: para “artistas da segunda geração da Marvel (como BWS e Steranko) a colorização era muito importante”, já que criava ritmo e era uma ferramenta narrativa. Por outro lado, a colorização digital atual ainda se limita a tentar imitar as “cores fotográficas”: “estamos apenas começando a entender como as coisas podem ser feitas com as ferramentas de colorização que temos a nossa disposição”. [NFN DIÁRIO]

                  

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