THE SPIRIT, DE WILL EISNER: "O PROTAGONISTA REPRODUZIA A ATITUDE CONFIANTE DE CARY GRANT, NÃO O JEITÃO SEM SENSO DE HUMOR DOS HOMENS DE GOTHAM E KRYPTON"

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Stefan Kanfer, de Tough Without a Gun, a biografia de Humphrey Bogart, e crítico da CULTURA DE MASSAS do excelente City Journal, escreveu para a revista uma biografia de Will Eisner [+], que você deve conhecer como um dos quadrinistas mais importantes de todos os tempos.

O texto é longo e repassa a vida e obra de Eisner. Especificamente sobre Spirit, o seu primeiro grande sucesso, Kanfer parte da relativa fama adquirida pelo quadrinista no estúdio que mantinha com Jerry Iger [e pelo qual passaram Bob Kane [+] e Jack Kirby [+]], somada à ascendente popularidade dos quadrinhos no final dos anos 30, para contar a sua origem: o Register and Tribune Syndicate, um dos clientes do estúdio, propôs a Eisner que escrevesse um gibi periódico, de 16 páginas e 4 cores, a ser distribuído juntamente com a edição dominical de quatro jornais de grande circulação.

Eisner aceitou a proposta, vendeu a sua parte do estúdio para Iger ["por uma merreca" e contra os conselhos desse] e criou Danny Colt, um "humano crível", com "uma inteligência e vigor Sherlockiano", caracterizado pela máscara, pelas luvas e pelo "terno azul". A graça, explica Kanfer, estava no seu "realismo único". "A chuva (conhecida no meio como Eisnerspritz) caia, manchava os edifícios, que eram desenhados com precisão escrupulosa. O vento soprava pelas ruas da cidade, carregando pedaços de papel e sujeira palpável. O protagonista reproduzia a atitude confiante de Cary Grant, não o jeitão sem senso de humor dos homens de Gotham e Krypton". [NFN DIÁRIO]

                  

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