THE FLYING MAN, DE MARCUS ALQUERES: AMBÍGUO, IRÔNICO

* * * *
A resenha PARA OS FORTES de O Homem de Aço [+] deve ter despertado a sua atenção para FILMES COM HERÓIS VOADORES. O nerdismo tem disso. Como eu não seria um bom EDITOR se não reconhecesse a necessidade dos meus leitores, tome um curta nas paletas: The Flying Man, do brasileiro radicado no Canadá Marcus Alqueres.

A proposta, no entanto, é outra: o HOMEM VOADOR do título não é nada MESSIÂNICO. O filme aposta na ambiguidade e no tom irônico: é uma história sem heróis, na qual os personagens apenas oscilam entre diversos graus de VILANICE.

O protagonismo é de dois criminosos que decidem desenvolver suas ações precisamente na semana em que surgiu um super-"herói" na cidade. As aspas se justificam pelo que NÃO SABEMOS sobre esse: seus poderes têm extensão desconhecida e o seu código de ética é aparentemente ERRÁTICO, PARTICULAR e PECULIAR [é um HOMEM CINZA que voa e joga o criminosos no caminho de LOCOMOTIVAS].

Para mais ambiguidade, o seu surgimento nos é anunciado por telejornais, e se os jornalistas estão confusos, as OTORIDADES daquele mundinho fictício acreditam ter razões para temê-lo [perceba como as suas declarações são manipuladoras e amedrontadas].

O curta você vê aí em baixo. O informativo PRESS RELEASE, aqui. [WWB]

Nenhum comentário: