SUPER-HOMEM, DE JIM STARLIN: "ESTRATÉGIAS DE COMBATE CLARAMENTE COREOGRAFADAS EM UMA ESCALA GALÁCTICA"

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Tom Scioli [+], o quadrinista de American Barbarian [+], descreveu a sua fase favorita do Super-Homem: um breve arco escrito por Jim Starlin [+], publicado a partir da DC Comics Presents #26 [de outubro de 1980].

O argumento: pra responder à pergunta "como criar uma ameaça para um personagem com poderes semi-divinos", Starlin o colocou em "um universo infinito", para lutar contra "outros semi-deuses" e "criou uma série de ameaças cósmicas de design grandioso contra as quais jogou o Super-Homem, e resolveu os conflitos com estratégias de combate claramente coreografadas em uma escala galáctica".

À primeira história de Starlin, em que o Super-Homem enfrenta uma versão possuída por um DEMO do Lanterna Verde, seguiu outra em três partes, na qual o personagem enfrentou Ajax [o Caçador Marciano] e Mogul [uma versão para a DC do Thanos, que o próprio Starlin criou para a Marvel].

Scioli comenta que, para dar para isso a escala cósmica necessária, Starlin usou um truque Jack-Kirbyano [+]: fez o planeta-nave-de-batalha de Mogul, o WarWorld, passar por trás de um planeta "natural". Soletrando:


O auge da fase [e da proposta ESCALA CÓSMICA] é o momento em que o Super-Homem encontra... Deus. Ou, ao menos, o deus do universo DC: depois de "romper da barreira da realidade", o personagem encontra O Espectro, o espírito da vingança divina decenauta, e se dá conta de que enfrenta "uma bola de luz com caligrafia rebuscada dentro".

Alan Moore [+] parodiou essa história no seu Supreme [o Super-Homem da Extreme, o estúdio de Rob Liefeld [+]], só que em versão "relógio sem relojoeiro": depois de romper a barreira da realidade, e ignorar as advertências de Jack of Lanterns [o Especto liefeldiano] o seu herói encontra... O NADA:


                  

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