MARK WAID: "A DC SOMENTE PAGA O BÔNUS SE O MATERIAL É DIRETA E FIELMENTE ADAPTADO DE UM TRABALHO EXISTENTE"

* * * *
Mark Waid [+] escreveu, no seu site, um artigo pra dizer que não recebeu nada pelo uso no filme O Homem de Aço das linhas de diálogo que o próprio escreveu em Superman: Birthright -- e que isso é justo, considerando que é o que o contrato que ele assinou dizia que ia acontecer. O que eu, particularmente, acho bonito, mas nada disso nos interessa.

O que nos interessa é que, no processo, ele explica como funcionavam e como funcionam as coisas na DC no que a royalties se refere. Depois de explicar a lógica do "work for hire" [o criador recebe por trabalhar para a editora, mas não mantém os direitos do que ele cria], que funcionou, com exceções, entre a metade dos anos 30 e o início dos 80, Waid diz que a palavra mágica entrou na jogada, pelas mãos da Marvel e da DC: as editoras pagavam royalties quando as vendas de uma série atingiam uma marca determinada [na DC, 100.000 cópias nas bancas e 40.000 em comic-shops].

Sob o comando de Paul Levitz [+], a DC alterou em parte a sua política: ele "pagava bônus generosos para escritores e artistas, independentemente de obrigação legal, se elementos de suas histórias (até mesmo as criadas em work-for-hire) eram usados em adaptações para outras mídias, filmes ou programas de TV" – assim, Christopher Priest recebeu pela cena de Batman Begins onde Bruce Wayne escala o Himalaia segurando uma flor azul, por exemplo.

Com a saída de Levitz, a prática foi abandonada: atualmente, "a DC somente paga o bônus se o material é direta e fielmente adaptado de um trabalho existente". Waid explica que a DC "se retirou do negócio de ter que avaliar quanto 'vale' certo elemento adaptado, e no lugar disso simplificou o sistema para 'pagar' ou 'não pagar', com 'não pagar' sendo o padrão". [NFN DIÁRIO]

                  

Nenhum comentário: