JACK DAVIS: VELOZ E DEBOCHADO

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Jack Davis é muito mestre.

Estabelecidas as PREMISSAS que orientam o MEMÓRIA de hoje, vamos aos fatos: fruto do CELEIRO da EC Comics, Davis foi um dos principais artistas da editora no início dos anos 50: fez histórias para quase todas as suas revistas, além de grande parte da capas de um dos títulos principais da editora, Tales from the Crypt.

O seu estilo detalhista causava justificado FRENESI, como você pode constatar no encadernado que a Fantagraphics lançou de suas histórias, Taint The Meat... It's The Humanity!. Aparentemente DESILUDIDO com a violência das histórias [uma delas Foul Play, foi alvo do escrutínio de Frederic Wertham [+] em Seduction of the Innocent], foi chamado para trabalhar na recém-criada revista Mad [+], editada por Harvey Kurtzman [+].

Se você conhece Davis, provavelmente é por essa época: o homem é um dos quadrinistas mais conhecidos da revista, a qual o seu estilo, marcado pela distorção anatômica [cabeças gigantes, pernas magras e pés cumpridos], se encaixou perfeitamente.

Depois de EC e Mad, foi trabalhar como publicitário, capas da Time [35, o capista mais freqüente da revista nos anos 70] e TV Guide, além de posters para filmes – época em que, SE DIZ, tornou-se o ilustrador comercial mais bem pago do mundo. Ajuda que Davis seja extremamente veloz, capaz de entregar três páginas totalmente prontas POR DIA. Não era só fortuna, mas também CREDIBILIDADE NAS RUAS: Davis foi o desenhista da capa do disco Everybody Loves a Nut, de Johnny Cash.

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Depois do pulo, te deixo com Cowboy, história publicada na Mad #20, de 1955 [e que eu tirei do blogue de Jeff Overtuff]: um Sergio Leonismo pela via do deboche, uma paródia contrastada entre os caubóis do cinema e os do mundo real. [MEMÓRIA] [OURO PURO]









                  

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