DAVE GIBBONS: "ALAN MOORE É MOZART, FRANK MILLER É MILES DAVIS"

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A troco do lançamento de uma nova edição de Watchmen [+] no país, a editora espanhola ECC sorteou entre seus leitores a possibilidade de participar de uma conversa com Dave Gibbons [+] no Café Danzarama, em Barcelona. Antonio Hidalgo, do ECC, foi um dos ganhadores, foi à conversa e voltou com um relato para o Es la Hora de las Tortas.

Como você pode imaginar diante do FORMATO do evento, o resultado foi um pouco fragmentado: Gibbons falou um pouco sobre tudo. De início, comparou trabalhar com Alan Moore [+] e com Frank Miller [+] ["Alan é, se vocês quiserem, Mozart, com a sinfonia pronta na sua cabeça, enquanto que Frank é mais como Miles Davis, como um músico de jazz que emenda ideias umas nas outras para ver onde vai parar"]. Depois, Moore com Geoff Johns [+] ["Geoff comenta algumas coisas nas margens, mas costuma ser mais direto"].

Incidentalmente, destratou o Método Marvel ["é o pior método de trabalho. Eu acho que se deve ser claro. Em qualquer etapa, alguém tem que estar no comando"] e a atual situação da DC: depois de ressalvar que não está mais trabalhando para editora, atribuiu os seus problemas à saída de Paul Levitz, que teria aproximado as relações entre a editora e a sua empresa mãe, a Warner ["Muitas ordens chegam desde cima"].

Pra fechar, falou um pouco sobre Watchmen [não deve existir nenhuma entrevista, conversa, palestra, coletiva de imprensa ou ida ao banheiro a qual Gibbons consiga ir sem falar de Watchmen], especificamente sobre Rorschach e sobre a relação do gibi com a compra da Charlton para DC [Watchmen seria uma espécie de Monstro do Pântano para os personagens da DC, ideia abandonada quando a EDITORIA DECENAUTA viu o que aconteceria com os personagens e sugeriu que Moore e Gibbons criassem os seus próprios]. [NFN DIÁRIO]

                  

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