A VIDA DE PETER BAGGE COMO EDITOR: "AQUILO TUDO ERA TÃO INFANTIL"

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Segunda parte da entrevista [que mais parece uma conversa; a primeira parte é essa aqui] de Zak Sally a Peter Bagge [+], no Comics Journal. Conduzida via Skype, começa com uma cantada:

Peter Bagge: não posso acreditar que nós estamos nos vendo. O futuro!
Zak Sally: você parece... estou me vendo em dez anos.
Peter Bagge: eu sou tão amável assim?

Grande parte da entrevista é sobre política: Bagge é um libertário niilista que dá bastante ênfase ao seu desprezo aos partidões americanos e a bipolarização do debate político no país – o que sai à tona no momento em que os dois comentam a sua fase como editor da revista Weirdo, para a qual colaboraram R. Crumb [+] e S. Clay Wilson [+], sendo que o primeiro deixou Bagge um pouco decepcionado com a sua ideia de CRÍTICA ARTICULADA.



Outro tema frequentemente na entrevista/conversa é o dinheiro. Como ganhá-lo, especificamente. Zak Sally está decepcionada com a pirataria, e vê o MUNDO CRIATIVO indo para o espaço por causa da abordagem "eu quero grátis me dá". 

É algo, diz Bagge, que "todo mundo tem que perceber". E o que levou o quadrinista a comentar sobre as convenções de quadrinhos -- e a "prostituição": "percebi que quando mais dinheiro as pessoas davam para ele”, um quadrinista mainstream, “fazer um desenho, mais tempo eles passavam ao redor dele, conversando com ele. Eles não estavam apenas dando dinheiro pelo desenho, eles estavam comprando o seu tempo", "eles podiam fingir que eram amigos dele por meia hora". [NFN DIÁRIO]

                  

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