LES CITÉS OBSCURES, DE FRANÇOIS SCHUITEN E BENOÎT PEETERS: SOFISTICADÔ, ART NOVEAU

* * * *
Julian Darius, do Sequart, escreveu um artigo sobre Les Cités Obscures, a série de álbuns europeus de  François Schuiten [+] e Benoît Peeters, originalmente publicada pela editora Casterman no início dos anos 80.

O artigo se apoia em uma tripla comparação: Les Cités Obscures em relação a Incal [de Moebius [+]], e Incal em relação a Watchmen [+] [de Alan Moore [+] e Dave Gibbons [+]]. A relação entre os fatores é de ABORDAGEM e CRONOLOGIA: lançadas aproximadamente no mesmo período, as três hqs tem pretensões ADULTAS e REVOLUCIONÁRIAS, ainda que com abordagens diferentes.

Especificamente em relação a Les Cités Obscures, Darius comenta que Schuiten, filho de arquitetos, aproveitou a chance de criar uma cidade que era uma versão exagerada de estilos arquitetônicos passados, especialmente Art Noveau: "para isso, Schuiten se inspirou especialmente em Victor Horta, o arquiteto art noveau belga responsável por grande parte da Bruxelas do século XIX".

A proposta, no entanto, ultrapassa o desvaneio arquitetônico-chic, e explora como a "arquitetura sutilmente muda a sociedade (uma ideia que Alan Moore depois abordou, de forma não tão bem sucedida, na sua série incompleta Big Numbers, e, diluída em mágica, em From Hell [+])"

Les Cités Obscures também usa do META-APROACH. O segundo álbum, La Fièvre d’Urbicande [ganhador do prêmio de melhor álbum do Festival de Angoulême em 1985], teve uma continuação, Le Mystère d’Urbicande, que consiste em um texto ilustrado de 25 páginas em formato reduzido [como um livro acadêmico] e cujo conteúdo era uma "dissertação do professor R. de Brok, com anotações nas margens feitas por Eugene Robick, o protagonista de La Fièvre d’Urbicande. Essencialmente, parecia ser um objeto do mundo de Les Cités Obscures". [NFN DIÁRIO]

                  

Nenhum comentário: