LIVROS DA MAGIA, DE NEIL GAIMAN: "AO APRESENTAR A MAGIA VISUALMENTE NAS MÃOS DE DIFERENTES ARTISTAS, A SÉRIE SUGERE A DIVERSIDADE DE DEFINIÇÕES POSSÍVEIS PARA A MAGIA"

[NFN DIÁRIO #238]                                        * * *                                                [23/5/2013]

Hannah Means-Shannon, no Sequart, segue com a sua análise dos primeiros gibis de Neil Gaiman [+] publicados nos EUA. Depois de Orquídea Negra [+], chegou a vez de Livros da Magia [+] minissérie em quatro edições desenhada por John Bolton [+], Scott Hampton [+], Charles Vess [+], e Paul Johnson [+] [um desenhista por edição]. 

Na história, Timothy Hunter [e o leitor, através dele], adolescente destinado a ser mago, é apresentado ao lado mágico do Universo DC, a cada edição por um personagem diferente [se alternam: o Vingador Fantasma, John Constantine, Doutor Oculto e Mr. E, a "Brigada da Cabardina"]. 

Conforme Shannon, cada edição apresenta uma faceta diferente da mágica, de forma que cada tutor apresenta, na verdade, a sua abordagem a um mesmo fenômeno. Vou deixar que ela se explique:

É uma série que propõe um desafio específico para Gaiman e os artistas envolvidos: Definir o que é a magia dentro desse mundo proto-Vertigo e dentro do Universo DC. Ao apresentar a magia visualmente nas mãos de diferentes artistas, a série sugere a diversidade de definições possíveis para a magia, e como é difícil, e provavelmente deveria ser, compor uma versão única e definitiva sobre a magia. Encontrar um ponto de apoio firme para falar sobre a magia passa por um ponto específico, o papel do mago. Através de uma série de exemplos de praticantes de magia que aportam à história, refletindo a diversidade da magia expressada de forma mais ampla, um elemento em comum que ajuda a aproximar esses magos como uma unidade temática, que é o papel da escolha. Também é a principal questão apresentada para Timothy Hunter, o foco da história, que propõe uma escolha no seu início e conclui com Tim fazendo essa escolha.

                   

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