HOWARD CHAYKIN: "NÃO EXISTIU MAIOR ANIMOSIDADE NA NOSSA GERAÇÃO DO QUE AQUELA ENTRE GIL KANE E CARMINE INFANTINO"

[NFN DIÁRIO #228]                                        * * *                                                [9/5/2013]


Carmine Infantino
Howard Chaykin [+] escreveu, no Los Angeles Review of Books, um artigo sobre Carmine Infantino [+], uma espécie de obituário, que chega até o núcleo de desenhistas da DC dos anos 50/70: o próprio Infantino, Gil Kane [+] e Joe Kubert [+]. Aprenda:

Kane, Kubert, Infantino, e outros artistas da DC comandavam o nosso mundo, até que um desesperado Stan Lee [+] chegou e reintroduziu Jack Kirby [+] aos fãs. Na Marvel dos anos 60, Kirby produziu um trabalho cru, agressivo, vital e hostil que fez os gibis da DC parecerem bobos e sem sentido em comparação. Não precisa nem ser dito, desde que a Marvel apareceu, a indústria dos quadrinhos nunca mais foi a mesma. Kubert pareceu ignorar essa mudança oceânica e continuou com o seu método, desenhando gibis e criando uma escola para ensinar quadrinhos em Nova Jersey que aparentemente preencheu algum tipo de espaço. Kane abraçou o método Kirby, uma sensibilidade estilística que ele sempre compartilhou (a pesar do fato de que Stan Lee aparentemente considerava o seu trabalho como afeminado).

Kane, Kubert, Alex Toth [+], e Infantino estão todos mortos. Todos tiveram obituários publicados no New York Times (o de Carmine foi publicado no dia 5 de abril de 2013).

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