A PIADA MORTAL, DE ALAN MOORE E BRIAN BOLLAND: "O CORINGA É UMA FIGURA TRÁGICA, UMA VÍTIMA DA DESILUSÃO MODERNA"

[NFN DIÁRIO #226]                                        * * *                                                [7/5/2013]

Propaganda Killing Joke, Alan Moore e Brian Bolland
A Piada Moral [+] [aí do lado vai uma propaganda contemporânea ao seu lançamento], o clássico do Morcegão escrito por Alan Moore [+] e desenhado por Brian Bolland [+], talvez seja o gibi com mais ANÁLISES TÉCNICAS linkadas por aqui. 

Pra manter essa FELIZ ESTATÍSTICA, te dou mais uma: agora, de Stuart Warren, no Sequart. Ficamos com a comparação entre o Coringa com um plano de Moore com o Coringa sem um plano de Christopher Nolan [+]:

[...] Parte do que faz a história do Coringa tão poderosa é que ele é a vítima da piada. No filme de Christopher Nolan, O Cavaleiro das Trevas [+], o imaginário principal é tirado extensamente de A Piada Mortal, especialmente o diálogo final entre o Batman e o Coringa com vistas à baía. Além das diferenças óbvias, os dois comparam e contrastam duas diferentes encarnações do Batman e do Coringa. O universo do Nolan ainda está sofrendo as dores do parto, e Batman ainda é um novato, procurando o seu lugar no Universo DC, enquanto que o par de antagonistas do Moore está à beira da autodestruição, como dois beligerantes conhecidos da Guerra Fria com mísseis nucleares e dedos coçando. Ainda que cada um esteja batendo na mesma tecla de animosidade mútua, o Coringa de Moore é muito mais do que uma simples força do caos ou um agente da anarquia. Ele é uma figura trágica, uma vítima anônima da desilusão Moderna, reduzido ao que Moore apresenta como a verdadeira face da humanidade. Ao contrário do Batman, o Coringa não usa máscara. Não é apenas maquiagem branca e batom vermelho. Como a introdução silenciosa de Batman e Gordon entrando no Arkham descreve, o Coringa é o único que não usa uma máscara. Ele é a coisa real: a humanidade em sua verdadeira forma.

                  

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