O SUPER-HOMEM NA ERA DE PRATA, MORT WEISINGER, PARA JERRY SIEGEL: "TE IMPORTA QUE EU USE O SEU ROTEIRO PARA LIMPAR A BUNDA?"


[NFN DIÁRIO #221]                                        * * *                                                [29/4/2013]

Duas semanas atrás, o Super-Homem fez 75 anos. Não se chega a uma idade dessas IMPUNE, e a Internet RUGIU: por isso, nos próximos dias vão pipocar artigos aqui no NFN DIÁRIO sobre o AZULÃO. 

Começamos com Santiago García, que republicou no seu blogue um artigo sobre o personagem na Era de Prata, quando era editado por Mort Weisinger -- que é mais ou menos a caricatura do chefe filho da p#t@ feita em carne e osso:

O timoneiro que guiou o Homem do Amanhã com mão firme na transição daquilo que com Siegel e Shuster foi "uma fantasia social moderna" para um "conto de fadas moderno", nas palavras de Bradford M. Wright, foi o editor Mort Weisinger. Gerard Jones conta que "uma vez, depois de ler algumas páginas de uma história de Siegel, Weisinger se levantou com o manuscrito na mão. 'Tenho que ir ao banheiro', falou para Jerry. 'Te importa que eu use o teu roteiro para limpar a bunda?'". Mas se Weisinger era um ogro com os autores, Super-Homem, que tinha sido um dos alvos do doutor Wertham em sua cruzada contra os quadrinhos, tinha que ser mais o mais limpo dos heróis. Provavelmente esse foi um dos motivos que impulsaram a Weisinger a afastar o Super-Homem da realidade, a projetar-lhe a um universo auto-contido de super-façanhas impossíveis, onde poderia fazê-lo mais higiênico e neutro. Mas a fantasia do mundo perfeito de Weisinger resultou ser tão impossível como a própria felicidade do atormentado editor. As "histórias imaginárias" com frequência relatavam fatos assustadores: matrimônios impossíveis que acabavam em desastres, sonhos partidos, catástrofes cósmicas. O dramatismo dessas histórias era tão intenso que as fazia emocionalmente mais reais do que as histórias verdadeiras. O mundo perfeito sonhava sonhos auto-destrutivos. As histórias imaginárias que se contam os personagens imaginários são fantasias de uma inocência terrível.

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