MERCADO DIRETO: DE ONDE VEIO, DO QUE SE ALIMENTA


[NFN DIÁRIO #213]                                        * * *                                                [17/4/2013]

Renan Martins Frade, do Judão, explicou o funcionamento do MERCADO DIRETO, a mola propulsora da indústria dos quadrinhos americana. 

Depois de explicar como o negócio funciona exatamente [você deve saber: o dono da comics-shop recebe um catálogo, o Previews, e encomenda os gibis que acha que vão vender mais, que chegam à loja três meses depois], Frade fez uma constatação interessante: os “grandes eventos” [mortes, crossover, chinelagens das mais variadas] servem para atrair novos leitores. São um FACTÓIDE que estimula a POPULAÇÃO CIVIL a entrar na comics-shop:

As comic shops acabam sendo dominadas por um público muito específico. Claro, o balconista pode sugerir uma revista nova, um personagem novo. Só que isso acontecerá para o mesmo cara de sempre. Fica difícil ter a compra por impulso por parte de um novo leitor em potencial. 

Isso acaba estimulando as grandes sagas, mortes e tudo mais que vemos atualmente. Vingadores vs. X-Men, por exemplo, atrai uma atenção nova, já que são duas franquias de sucesso juntas. É algo que pode fazer um não-leitor sair de casa, ir até uma loja (que nem sempre é perto) para comprar uma revista. A morte de alguém importante também funciona da mesma forma.

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