CARMINE INFANTINO VERSÃO EDITOR DA DC: "OS LEITORES APRENDERAM A NÃO SE APAIXONAR PELOS GIBIS DA DC"


[NFN DIÁRIO #211]                                        * * *                                                [15/4/2013]

Carmine Infantino, versão pensador
Carmine Infantino, desenhista e editor da DC, morreu no último 4 de abril. Mark Evanier [que, além de roteirista de Groo, o bárbaro burro que criou com Sergio Aragonés, é historiador de quadrinhos] escreveu um artigo em seu blogue [News from Me] a modo de obituário. 

Especialmente interessante é o trecho sobre o período que Infantino foi editor da DC na década de 70: muito se fala da decisão das editoras em partir pras comics-shop, largando as bancas de jornal de mão. Nada foi por acaso:

Esse não era o único problema. O tipo de banca de jornal antiga que carregou os gibis estava sumindo nos anos sessenta. Aquelas que permaneceram reduziram o seu espaço para os quadrinhos, sendo melhor oferecer revistas como a Playboy e a Penthouse, que vendiam entre elas dez milhões de cópias de alto preço por mês e que deram origem a incontáveis imitações. As bancas de jornal então não eram mais lugares onde crianças poderiam ficar naturalmente. Algumas até afastavam elas, porque era mais fácil vender soft-porn quando poucos menores estavam ao redor. No meio tempo, a distribuidora da DC, Independent News, distribuiu a Playboy e a Penthouse, e estava naturalmente mais interessada nelas do que na Action Comics. Cada mês, uma porcentagem cada vez menor do que a DC imprimia estava disponível para a venda. Em algumas áreas, você podia andar por quilômetros em busca de novos gibis.

Escolha. VAMOS, ESCOLHA!

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