ADAM HUGHES: “TRABALHEI EM UMA COMIC-SHOP QUE NÃO TINHA NEM BANHEIRO, TINHA QUE FECHÁ-LA E IR A UMA DELEGACIA QUANDO PRECISAVA”


[NFN DIÁRIO #222]                                        * * *                                                [30/4/2013]

O CONCLAVE do Zona Negativa se reuniu para entrevistar Adam Hughes, o quadrinista americano preferido de 9 em cada 10 leitores de quadrinhos que se encontram em meio à EXPLOSÃO HORMONAL. 

Sim! Eu trabalhava em uma loja de gibis quando foi lançado Watchmen [+]. Eu vendi Watchmen! Vendi Dark Knight Returns [+], A Piada Mortal [+]... Para mim, foi a transição entre o colégio e procurar um trabalho ao mesmo tempo em que desenvolvia as minhas qualidades como artista. Não era o trabalho mais estável do mundo, mas sim que servia para dar um passo mais no meu caminho em direção à indústria dos quadrinhos. Quando consegui o meu primeiro trabalho oficial como desenhista de quadrinhos, decidi ficar no meu trabalho na loja de gibis. Quanto trabalhava para Comico (editora de quadrinhos), seguia trabalhando na loja. Inclusive quando trabalhava para a DC, em Justice League, eu continuava trabalhando na loja. Além disso, aquilo era a coisa mais engraçada e irônica. Era o mais parecido com a vida de Clark Kent que você pode experimentar. Eu chegava na loja, pegava as caixas da distribuidora, as abria e colocava nas estantes o Justice League #39 que tinha acabado de desenhar e vendia para as pessoas. As pessoas me diziam: "Ah, não, um desenhista novo... onde está Kevin Maguire?" e eu respondia "mas... você viu como esse cara aqui é bom?" [risadas].

Meio que desprovido de
características marcantes
do traço de Hughes...


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