WILL EISNER: TIPO UM SAUL BELLOW, PARCEIRO DE UM PHILIP ROTH

[NFN DIÁRIO #196]                                        * * *                                                [22/3/2013]

Hannah Means-Shannon, no Comics Beat, escreveu um artigo sobre o New York Comic and Picture-Story Symposium -- especificamente, a palestra de Jeremy Dauber e Danny Fingeroth [ex-editor dos gibis do Homem-Aranha] sobre o lugar de Will Eisner na geração de novelistas judeus modernos [Saul Bellow, Philip Roth e essa gente toda].

Fingeroth lembrou ao público que explorar a prosa de Eisner não deve nos afastar da própria afirmação do próprio Eisner de que ele "escrevia com imagens", no entanto. De acordo com a pesquisa de Dauber e Fingeroth, Eisner escrevia "tão bem quanto qualquer outro" destaque de sua geração. Para entender o legado de Eisner, nós temos que manter em mente que ele "pensava em si mesmo como alguém que não estaria completo sem imagens", diz Fingeroth. Então, depois dessa comparação textual e cultural cuidadosa entre Eisner e os escritores judeu-americanos de sua época, qual foi o veredito? Poderiam os trabalhos de Eisner ter um lugar na seção de "literatura" das livrarias, ao lado das novelas que ele achava que expressavam as mesmas mensagens? "Vai acontecer", Fingeroth confirmou, "ele merece estar lá também".

                 

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