DOUGLAS ADAMS: UM MONTY PYTHON ESPACIAL



[NFN 100MG #47]                                         * * *                                                  [26/2/2013]

No início do mês, Douglas Adams, escritor do Guia do Mochileiro das Galaxias, teria completado 61 anos de idade. Em homenagem à data, o Google lhe dedicou um Doodle. Em homenagem ao Doodle [INCEPTION], o Guardian, pelas mãos de David Barnett, lhe dedicou um artigo.

Barnett argumentou que Adams é o rei do humor na ficção-científica:

Adams, no fim, conseguiu uma costura muito rara, mas muito rica, de comédia, que significava que ele era amado tanto pela comunidade da ficção científica quanto pelo público leitor de livros mainstream, que podem não se considerar leitores de ficção científica. É difícil entender que segredo era esse: se pudéssemos, mais pessoas estariam fazendo a mesma coisa. Talvez fosse a sua habilidade de tirar os excessos da receita da ficção científica até alcançar o seu básico e reconstruí-lo a partir daí, mostrando o lado inerentemente ridículo em um monte das coisas que ele tinha para usar, mas sem nunca cair no deboche. [Em seus livros] a realidade era a base da comédia, encontrada em pessoas normais, como Arthur Dent, que tinha que lidar com ter sido jogado em uma aventura de ficção científica, e através do exame das estranhas raças alienígenas que, conforme Adams, provavelmente seriam de pessoas como nós, com as mesmas neuroses e senso de humor. Apenas com algumas cabeças a mais.

David Blackburn, da The Spectator Magazine [tudo muito inglês] repercutiu o artigo.

O sucesso cult de Adams deixou alguns perplexos: vários outros livros ligeiramente estranhos ambientados no espaço se deram mal. Adams era engraçado, o que ajuda. Mas ele também era inteligente, o que ajuda ainda mais. Acho que a atemporalidade de Adams vai perdurar, ainda que a hora do almoço seja uma ilusão.

                  

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