DIAL H #10, DE CHINA MIÉVILLE E ALBERTO PONTICELLI: "UMA NARRATIVA COMPLEXA DE CULTOS ANTIGOS, UNIVERSOS ALTERNATIVOS, SOMBRIAS AGÊNCIAS GOVERNAMENTAIS E SUPER-HERÓIS ABSURDOS"

[NFN DIÁRIO #194]                                        * * *                                                [20/3/2013]

Oliver Sava, do AV Club, resenhou Dial H #10, série da DC [parte dos Novos 52] escrita por China Miéville [que veio dos livros, onde escreveu Perdido Street Station, nenhum dos quais foi publicado em português] e Alberto Ponticelli [Frankenstein, Agente da S.O.M.B.R.A].

A capa de Brian Bolland para Dial H #10 é um impecável retrato em close de um humano com a cabeça de um cachorro, um míssil nas costas e um aparelho de telefone pendurado em seu pescoço, correndo na direção do leitor enquanto a baba pinga de seu queixo. Bizarro? Sim. Mas também é o tipo de visual que os leitores da recriação alucinante de Dial H de China Miéville ficaram acostumados. O escritor britânico é um novato nos quadrinhos, mas já estabeleceu uma voz nessa série que combina a narrativa sofisticada de Warren Ellis [+] e Grant Morrison [+] com a excêntrica comédia de super-heróis The Tick, de Ben Edlund. Usando o conceito do H-Dial, um dispositivo que dá superpoderes para indivíduos quando eles discam os números 4-3-7-6 (H-E-R-O), Miéville criou uma narrativa complexa de cultos antigos, universos alternativos, sombrias agências governamentais e super-heróis absurdos.



                  

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