ROY LICHTENSTEIN E OS QUADRINHOS: “UM COMPLEXO DE INFERIORIDADE DO TAMANHO DE UM ELEFANTE”; MAIS: AHHH, O AMOR!

[NFN DIÁRIO #173]                                        * * *                                                [8/2/2013]

Santiago Garcia visitou uma exposição de Roy Lichtenstein no National Gallery [A Retrospective], em Washington DC, e voltou com um longo [e excelente] artigo para o seu blogue, o Mandorla.

Lichtenstein, que você deve conhecer por quadros como esse aí do lado [Image Duplicator, mais conhecido como o quadro do Magneto], é VILIPENDIADO na indústria dos quadrinhos por ser uma espécie de EXPLORADOR [tese defendida por GENTE GRAÚDA e que pode ser SUMULADA em uma frase de Art Spiegelman [+], "Lichtenstein fez pelos quadrinhos o que Warhol fez pelas sopas Campbell": o sentido, conforme Garcia, é “que ele não fez nada que beneficiasse os quadrinhos, e em todo caso os degradou e coisificou”]. O que Garcia faz é uma defesa de Lichtenstein e um ataque ao complexo de inferioridade QUADRINÍSTICO:

[...] Alguém nos roubou o dinheiro, o prestígio, o reconhecimento e a liberdade. Nós somos honrados e talentosos e trabalhadores da arte, mas existe uma conspiração secreta que nos nega o que nós merecemos pela justiça. Isso é, claramente, um complexo de inferioridade do tamanho de um elefante. E Lichtenstein venho encarnar maravilhosamente todas as frustrações íntimas que arrastam os quadrinistas desde tempos imemoriais [...].

Retrato de uma indústria enquanto jovem.

Como TÉCNICA POUCA É BOBAGEM, Garcia ainda escreveu dois-mini-textos de follow-up. 


Primeiro, comentou sobre Agonizing Love antologia de gibis de romance da década de 50 organizada por Michael Barson e publicada pela Harper Design em 2011, que estava empilhado à disposição do público precisamente na exposição do National Gallery. Depois, sobre os próprios gibis de romance do período:

Os quadrinhos românticos se anteciparam de certa forma aos quadrinhos adultos de décadas posteriores. Por um lado, o seu estilo confessional abria as portas das hqs autobiográficas; por outro, os temas tratados, ainda que em uma perspectiva moralista e didática, se inclinam para o mundo do trabalho e das relações sentimentais. A maioria dos desenhistas que trabalharam no gênero também o fizeram em outros campos, ainda que alguns se destacaram especialmente nesse, como Matt Baker [+] e Alex Toth [+]. Alguns títulos chegaram a misturar gêneros, como Cowboy Love, Negro Romance ou True War Romances. 

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