FEITIÇO DO TEMPO, VINTE ANOS; BILL MURRAY, O HOMEM, O MITO


[NFN 100MG #45]                                         * * *                                                  [19/2/2013]

Nesse mês, fez 20 anos da estréia nos cinemas de Feitiço do Tempo [+], obra máxima de Harold Ramis E de Bill Murray. Pra impedir que você fique pensando o que isso faz de você [dica: UM VELHO], vou TE SOTERRAR em links. De nada.

Começamos com esse artigo de Ryan Gilbey, do The Guardian, que, conversando com David O. Russell, diretor de O Lado Bom da Vida e O Vencedor, chegou à conclusão que ambos fazem parte do universo dos VERTEBRADOS e veem em Feitiço do Tempo exatamente o que o filme é: UMA OBRA ETERNA. O ponto de partida é a ausência de explicação para o MAL TEMPORAL que aflige o personagem de Murray:

[...] a Rubin foi pedido que escrevesse uma cena de maldição cigana para explicar o feitiço do tempo, o que Ramis, sabiamente, nunca gravou. O mistério apenas fortaleceu a mágica do filme. A sua longevidade tamb[em recebeu a ajuda com a purga de todas as referências temporais. Rubin pediu que Ramis, com quem divide os créditos pelo roteiro, que tirasse todas as referências aos anos 90: "Você tem que tirar tudo isso", ele disse, "porque esse filme vai realmente ficar em evidência ao longo dos anos". Compare esse com os filmes de Judd Apatow, que são temperados com referências à cultura das celebridades do início do século XXI. Partes de Tá Rindo do Que? [o título nacional de Funny People, filme de Apatow protagonizado por Adam Sandler e Seth Rogen] e Bem-vindo aos 40 serão incompreensíveis daqui 50 anos, enquanto que os nossos descendentes em 2063 não vão ter problemas em entender Feitiço do Tempo quando eles fizerem o download do filme para os seus lóbulo frontal.




Eu não fabriquei essa imagem.

O filme é a última colaboração entre Murray e Ramis [que também fez Máfia no Divã e, MAIS no passado, Férias Frustradas]. Ramis, conforme nos informa Tad Friend em um perfil para a New Yorker do escritor, diretor e ator, de abril de 2004, é um dos responsáveis pela formação da PERSONA BILL MURRAY:

Phil foi transformado em um clássico herói cômico: um homem que merece um castigo. Rubin diz que "Harold transformou o filme em uma produção de estúdio dividida em três atos dando para elle um arco muito claro: 'este é o pior dia da vida de Phil. Como ele poderia ficar pior? Repetindo ele todos os dias'". O filme se transformou não apenas em um sucesso, mas também em uma referência, entre rabinos, mestres-zen e psicoanalistas.

Espiritualidade.
A parceria se desfez, mas o PERSONAGEM ficou: colecionar anedotas relacionadas a Bill Murray é o 13º trabalho de Hércules. Você pode começar por esse perfil, escrito no início desse ano por Brett Martin para a revista GQ sobre o próprio Murray...

[Mitch] é conhecido como o homem para o qual você tem que ligar se quer que um roteiro chegue nas mãos do ator. Ele também carrega o peso das brincadeiras de Murray. A esposa de Glazer, a atriz Kelly Lynch, revelou em uma entrevista no ano passado que Murray e o seu irmão ligam para a casa do casal sempre que veem uma cena de sexo entre Lynch e Patrick Swayze no filme Matador de Aluguel passando na TV.

É verdade. Não importa a hora, duas da manhã, é 'Patrick Swayze está transando com a tua mulher agora mesmo. Olha só, ele está empurrando ela contra a parede'. 

"Agora ela está fazendo cara de nojo. Acho que é o mullet!"

...e continuar com Ross Jones, do The Telegraph, que contou nesse mês oito histórias sobre o ator:

1/3 da Internet é formado por fotos como essa.
Os outros 2/3 são pornografia.
A partir de 2007, ele começou a transformar as suas aparições públicas em um tipo de arte performática; uma Marina Abramovic para hipsetrs. Ele bateu um carrinho de golfe, bêbado, em Estocolmo; ele apareceu em uma festa de estudantes em Sr. Andrews, e ajudou na limpeza; ele mergulhou atrás da barra de um bar em um festival de cinema e serviu bebidas com o Wu-Tang Clan; existe um site inteiro, billmurraystory.com, dedicado a histórias dele aparecendo em festas em karaokês  em jogos em parques, e saindo de lugar nenhum em restaurantes para roubar batatas-fritas de pratos, antes de partir dizendo as palavras "ninguém nunca vai acreditar em você". 

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