BATMAN: DEATH BY DESIGN, DE CHIP KIDD E DAVE TAYLOR: “UMA ACUSAÇÃO ÁCIDA CONTRA O ATUAL CULTO AO ESTRELATO ARQUITETÔNICO”

[NFN DIÁRIO #173]                                        * * *                                                [8/2/2013]

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Martin Filler, no New York Review of Books, resenhou Batman: Death by Design [+], de Chip Kidd [+] e Dave Taylor [+]. É aquela graphic-novel do ano passado ambientada em uma Gotham City dos anos trinta de ênfase ARQUITETÔNICA. Não sei exatamente se isso é um bom ou um mau sinal, mas Kidd gostou da resenha: o primeiro comentário do artigo é seu ["Uau, Sr. Filler. Você entendeu tudo, o primeiro resenhista a fazer isso. Muito, muito obrigado"].

Considerando a minha especialização em arquitetura, não estou surpreso que a primeira graphic novel que realmente me conquistou, para não dizer que me sequestrou, é Batman: Death by Design de Chip Kidd e Dave Taylor. É, alternadamente, um apelo apaixonado à preservação histórica, uma fábula moral sobre a arrogância da engenharia, uma homenagem nostálgica ao visionário Hugh Ferriss (1889-1962), cujas texturas em chiaroscuro exaltaram os arranha-céus como símbolo definitivo do crescente poderio americano durante os anos do entre-guerra, e uma acusação ácida contra o atual culto ao estrelato arquitetônico.

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