SOBRE ED BRUBAKER E SEAN PHILLIPS: FATALE RESENHADO

[NFN DIÁRIO #153]                                        * * *                                                [11/1/2013]

A edição #11 de Fatale [+], a série de terror noir de Ed Brubaker [+] e Sean Phillips [+], foi resenhada por Oliver Sava, do AV Club. O diagnóstico é FEMME FATALE com probabilidade de LOVECRAFT.

Originalmente pensada como uma minissérie, Fatale foi recentemente promovida para série contínua, uma das muitas vantagens que publicar uma série autoral na Image Comics garante. O plano original de Brubaker para uma novela em três partes foi deixado de lado enquanto ele ficava mais interessado por tramas tangenciais, daí as quatro histórias auto-contidas que vão da edição #11 à #14 e que exploram diferentes aspectos da tapeçaria de Fatale. As próximas duas edições não vão ser protagonizadas por Josephine [protagonista da edição #11] de nenhuma forma, com a #12 sendo ambientada na Idade Média e a #13 se transportando para o final do século XIX para um conto de spaghetti western. Brubaker e Phillips tocaram em um ponto alto quando eles ficaram mais experimentais durante a minissérie Last of the Innocent, e Fatale reuniu um momentum parecido quando as histórias se tornaram mais variadas. Ao pular para diferentes períodos temporais, Brubaker tocou em diferentes pontas do gênero de terror: a primeira história, ambientada nos anos 50, tinha uma influência mais noir, enquanto que a segunda, ambientada nos anos 70, tinha uma abordagem grindhouse.

Brubaker está fazendo um trabalho excelente nos roteiros de Fatale, mas como as colaborações anteriores com Sean Phillips, esta série não seria a mesma coisa com um artista diferente. A quantidade de detalhes que Phillips coloca em cada ambiente é espantosa, das pilhas de livros e papéis que bagunçam a casa de Ravenscroft aos diferentes tipos de álcool estocados em um bar. O seu controle das expressões faciais e da linguagem corporal revelam facetas dos personagens que o roteiro apenas menciona. Quando o policial Nelson lembra o que ele fez para ajudar Josephine, ele agarra o seu torso e aperta o seu rosto como se ele tivesse levado um soco no peito de suas memórias. O sorriso contente de Nelson quando ele está sob o encanto de Josephine é drasticamente diferente da expressão devastada de seu rosto quando ela o deixa, apresentando uma imagem de um homem destruído que não tem problemas em ficar parado na frente de um trem em movimento.

                  

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