SCALPED, DE JASON AARON E R. M. GUÉRA: RESENHISMO AINDA QUE TARDIO

[NFN DIÁRIO #162]                                        * * *                                                [24/1/2013]

Por fim! Pedro Moura, do Ler BD, resenhou Scalped [+], série da Vertigo encerrada no ano passado, escrita por Jason Aaron [+] e desenhada [principalmente] por R. M. Guéra e que até agora não tinha sido analisada dignamente. O artigo é longo e em português [ainda que de Portugal e em versão empolada], mas você se faria um favor em lê-lo.

Sobre os roteiros de Jason Aaron, Moura comentou:

Uma das estratégias narrativas repetidamente usadas em Scalped é a da interrupção do presente diegético com analepses, ora muito recuadas (a infância ou juventude das personagens) ora menos (os eventos causais ou preparativos que dizem respeito imediatamente ao que se desenrola no presente), mas muitas vezes complicando aquilo a que poderíamos chamar a “motivação moral” dos protagonistas. Não é que se procure jamais justificar, desculpar ou temporalizar as acções das personagens, mas há uma recalibração dos seus papéis, para que se acentue a ambiguidade. Entendemos melhor o que os move, o que a vida lhes colocou à frente de forma a moldar o caminho que os levou até onde os vemos agora, e passamos, talvez, a ver com um grão de sal, a “maldade”, a “irascibilidade”, o “egoísmo”, e até mesmo o “niilismo” que os caracterizava à primeira vista. É aí que a polifonia particular de Scalped tem lugar, até de um modo distinto entre as focalizações, que navegam por entre as das personagens individuais e as do meganarrador. [...]

"Polifonia particular".


                  

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