ROB LIEFELD: UMA BOA IDEIA.

[NFN DIÁRIO #167]                                        * * *                                                [31/1/2013]

David Weigel, da Slate, fez uma matéria sobre a SENSATA DECISÃO de Rob Liefeld [+]: entregar Prophet [+] e Glory [+] para quadrinistas INDIES. 

Em 2012 ele [Liefeld] entregou vários de seus personagens para escritores e desenhistas indies. Os resultados são surpreendentemente bons. Nas mãos de Joe Keatinge [+] e Brandon Graham [+], Glory e Prophet se transformaram em instigantes heróis de ficção-científica pulp, alienígenas desentranhados que parecem um pesadelo de Miyazaki. O novo Bloodstrike de Tim Seeley, sobre uma equipe de assassinos desterrados ressuscitados pelo Tio Sam, se tornou uma sátira absurda de heróis que passaram do seu auge.


Graham não foi o único entrevistado: Weigel também falou com o próprio Liefeld, que, depois, nos fez o favor de colocar toda a entrevista em seu blogue.

Sobre ir para a Image:

Para melhorar o enquadramento das coisas, é importante lembrar que eu estava saindo de uma incrível erupção de criatividade que se provou mutuamente benéfico e ridiculamente bem sucedida para a Marvel e para mim. Eu fiz bem para a Marvel e eles certamente fizeram bem por mim. X-Force #1 vendeu 5 milhões de cópias, ainda é o segundo gibi mais vendido de todos os tempos. X-Force era uma série povoada por personagens que só tinham 16 meses de idade, recém saído de minhas anotações e do meu sketchbook. A minha série não tinha Wolverine ou o Homem-Aranha, de fato, não tinha nenhum nome de peso. Cable, Deadpool, Domino, Shatterstar, Stryfe, esses eram produtos da minha marca.

Talvez Liefeld realmente seja um incompreendido!

Bloodstrike, Supreme, Youngblood, Glory e Prophet foram os pilares do meu novo universo. Bloodstrike era a evolução natural de uma equipe de ataque governamental, no estilo de X-Force, tirando que eles eram mortos-vivos, zumbis Extreme. Prophet era uma mistura de todas as coisas do Kirby, Rip Van Winkle com OMAC, Capitão América e Silver Star. Glory era uma mistura de mitologia grega e aliens. Todas essas séries foram tentativas de construir as bases do que eu comecei na Marvel, e cada uma desses séries começou onde eu tinha deixado, cada uma delas foi lançada com milhões em vendas. Eu me refiro às vendas porque elas representam a conexão quue eu tinha com os vendedores e com os fãs, eles estavam comigo. As séries da Marvel e da DC não estavam vendendo números assim, não tinham essa conexão. Então, quando você pergunta de onde elas vieram, eu estava usando o meu estilo e a minha marca narrativa que eram comprovadamente muito bem sucedidas para mim.

Sobre ser imune ao sarcasmo e falar sobre si mesmo em 3ª pessoa, habilidades úteis quando se é Rob Liefeld e um fundador da Image:

Quero deixar claro que o sarcasmo da internet tem efeito nenhum em mim. Você não deve ser afetado por isso. O motivo é que eu estava lá 20 anos atrás, estou aí fora no circuito das convenções, experimentei o entusiasmo real e palpável por mim e pelo meu trabalho. Você não pode re-escrever os livros de história, não pode eliminar o impacto do meu trabalho e dos meus personagens. Os renovados detradores da internet são em sua ampla maioria garotos que não viram os meus Novos Mutantes, X-Force, Youngblood ou Prophet quando eles vendiam meio milhão de cópias por mês. Eles viram um website fazendo piadas sobre mim e entraram na onda e não chegaram em lugar nenhum, porque daí começaram a encher os meus feeds com "onde você consegue trabalho", o que mostra a sua ignorância. É muito divertido, mas não me preocupa e não deveria te afetar ou moldar o teu ponto de vista sobre a minha história. Rob Liefeld é para hoje em dia como Michael Jackson e Michael Jordan são para os meus filhos. Eles experimentaram tudo isso foram de época, se é que experimentaram.

Um desses não é como os outros.

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