KIM JEE-WOON: O ÚLTIMO DESAFIO



[NFN 100MG #42]                                         * * *                                                  [25/1/2013]

Mais um TENTE NÃO SER UM NERD TARJA PRETA POR UM SEGUNDO extemporâneo -- é o que as circunstâncias exigem. Estreou na última sexta-feira O Último Desafio, primeiro filme de Arnold Schwarzenegger pós-Governator. É um western moderno, um filme de ação que só faz sentido quando o BANGUE BANGUE começa.

Se você está se perguntando o que pode ter de SOFISTICADO em um filme de ação de um Schwarzenegger na terceira idade, a resposta está nos créditos: especificamente, na direção do coreano Kim Jee-Woon, em seu primeiro filme hollywoodiano. De quebra, MOCINHAS, tem o Rodrigo Santoro.

Que precisa trabalhar mais na sua capacidade de fazer amigos.



Kim Jee-Woon é um dos melhores diretores de cinema da atualidade [ou, o que DÁ NO MESMO, um dos meus favoritos]. Você pode encontrar um resumo de sua carreira cinematográfica coreana nesta LISTAGEM de Drew Taylor, no Indiewire. Se qualquer um desses filmes cair em sua mão, não tema: não há margem para o erro. Como explica Taylor:

Se alguma coisa diferencia a carreira de Kim Jee-Woon, é a sua capacidade em mudar de registro. Tome por exemplo os seus três últimos filmes: o western-gonzo "Os Invencíveis[título nacional de The Good, The Bad, The Weird; sim, eu sei]; o thriller de serial killer "I Saw The Devil" e um curta de ficção-científica, "Doomsday Book". Mas, para muitos, provavelmente foi "O Gosto da Vingança" trouxe o cineasta para os holofotes, com o filme de crime colocando ele no mapa internacional.

Para exemplificar a OBRA de Kim Jee-Woon, te dou o resumo que Taylor fez para O Gosto da Vingança, noir/ação de 2005:

O Gosto da Vingança
Depois do astronômico sucesso local de "Medo", provavelmente seria muito fácil para Kim fazer uma série de filmes de terror, mas, em vez disso, ele levou as suas ambições aos filmes de crime, e criou o surpreendente e incrível "O Gosto da Vingança". O primeiro de uma série de colaborações com o incrivelmente bonito Lee Byung-hun, que aqui interpreta um assassino da máfia que foi encarregado de encontrar (e possivelmente matar) a jovem namorada de um mafioso brutal. Quando ele recusa a missão, ele passa a ser cassado não apenas pelo seu chefe, mas também por uma gangue rival. Implacavelmente estiloso (quase que de forma hipnótica) e tenso (característica que tem sua epitome na cena em que ele disputa com um traficante de armas quem consegue montar uma arma mais rápido), "O Gosto da Vingança" é a obra maestra de crime de Jee-Woon, cheia de sangue e tiros e corações partidos. O que é muitos surpreendente em "O Gosto da Vingança", também, é como o filme muda: vai de ser a parte de John Travolta e Uma Thurman em Pulp Fiction ao último ato de "Os Infiltrados" na velocidade da luz, sem parar para respirar (por falar nisso, a sequência na qual o nosso "herói" é enterrado vivo vai te deixar com falta de ar). Um triunfo quase milagroso que, pelo seu valor como entretenimento e o seu tempero de pop art, é quase incomparável.

Deixem-me colocar de forma sutil: PAREM TUDO QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO E ASSISTAM ESSE FILME AGORA.

AGORA!

Dave Trumbore, do Collider, entrevistou Kim Jee-Woon:

Para mim, ainda é um pouco surreal. Ainda não caiu a ficha, trabalhar com Arnold. É engraçado porque um monte de gente na Coréia, tanto meus amigos quanto cineastas coreanos e fãs, estão muito curiosos sobre o resultado dessa parceria entre Jee-Woon Kim e Arnold Schwarzenegger. Um dos meus filmes favoritos de Arnold é O Último Grande Herói, e parece que estou na verdade no filme com os personagens.

A entrevista do Collider aconteceu através de tradutores: Kim Jee-Woon não fala inglês, o que talvez explique a crítica do Bunch Blog sobre o sotaque tosco dos personagens do filme [um dos quais, por sinal, é interpretado por Rodrigo Santoro]. O VISUAL, no entanto, salva o filme, ao menos conforme o RESENHISMOÉ uma refrescante troca de registro do thriller moderno de ação. Também é um retorno visual aos anos 80, e um traje adequado para o poder de chamar a atenção desse ídolo consumido dos anos 80, Arnold Schwarzenegger.

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