AMOR, DE MICHAEL HANEKE: “O FILME DE TERROR DEFINITIVO”



[NFN 100MG #40]                                         * * *                                                  [18/1/2013]

Como eu comentei no início da semana, este janeiro é um mês TURBO. Um dos FATORES TURBINANTES é a estréia de uma pá de filmes que mereceria uma postagem no NFN 100MG para chamar de sua, o que levou ao SACRIFÍCIO da seção MEMÓRIA, ao menos por hoje. 

Amor, o novo filme de Michael Haneke, indicado ao Oscar de melhor filme e melhor filme estrangeiro, se encaixaria perfeitamente na categoria POR SI SÓ -- Francine Prose, do New York Review of Books, ainda fez um excelente trabalho ao nos dar um PRETEXTO CONCRETO no formato de crítica para fazer a postagem.

Prose, no seu texto, se somou à tese de outros críticos: Haneke descobriu os BONS SENTIMENTOS; Amor é "Haneke com coração". Conhecendo a obra do cineasta [de A Professora de Piano, A Fita Branca, Cache e Violência Gratuita], você deve imaginar que nada disso PASSA IMPUNE.

Haneke tentando dissipar o rumor de que não
conseguiria sorrir.
Amor de Michael Haneke é o filme de terror definitivo. Ao retratar os choques, as crueldades e as indignidades às quais a idade e as doenças submetem a um casal parisiense feliz, é muito mais perturbador que Psicosis de Hitchcock, O Iluminado de Kubrick ou o Bebê de Rosemary de Polanski, e, como esses filmes, ele fica com você até muito depois que você decidiu esquecê-lo. Como todos os trabalhos de Haneke, Amor suscita questões interessantes que talvez não possam ser respondidas: pode um filme ser uma obra maestra e mesmo assim te fazer querer avisar as pessoas que não devem vê-lo? Pode um filme fazer com que você pense que um artista fez algo extraordinário, original, extremamente difícil -- e, mesmo assim, você não consegue se imaginar dizendo as palavras "você tem que ir ver Amor"?

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